O desafio de viver em Sabóia com mobilidade reduzida
Casa nem sempre adaptada, pouco dinheiro para responder às despesas de saúde, pouca ajuda e barreiras arquitetónicas nos percursos e no interior dos edifícios impedem cerca de um terço das pessoas com mobilidade reduzida de usufruírem de uma vida mais digna.
E Sabóia não é exceção, muito pelo contrário, maior parte dos locais públicos onde uma pessoa “normal” consegue entrar e sair com facilidade, circular à vontade dentro do espaço, e até mesmo ir à casa de banho, para uma pessoa com mobilidade reduzida estes mesmos atos tornam-se bastante difíceis.
Em Sabóia as pessoas com mobilidade reduzida não podem ir aos sítios mais comuns e de primeira necessidade, como os supermercados, correios, o banco, Junta de freguesia… que deveriam ser de fácil acesso para todas as pessoas.
Depois de realizada uma saída em torno da aldeia de Sabóia com a Escola básica de Sabóia n.º1, verificámos que apenas o lar de idosos (Associação D. Ana Pacheco) é completamente adequado a pessoas com mobilidades reduzidas, ou seja, a entrada é acessível para uma pessoa em cadeira de rodas, tem lugar de estacionamento reservado para pessoas com fraca mobilidade, o local tem casa de banho onde entra e circula uma cadeira de rodas e dentro do local é possível uma cadeira de rodas circular livremente sem obstáculos. Também observámos que a farmácia é maioritariamente adequada às necessidades de pessoas com fraca mobilidade no entanto não tem lugar de estacionamento reservado para pessoas com mobilidade reduzida.
Na nossa opinião, deveríamos colaborar com a junta de freguesia de Sabóia para juntamente com ela realizar vários projetos que contribuíssem para melhorar o dia-a-dia das pessoas com essas necessidades. Como a construção de rampas à entrada dos locais onde se verificou não haver esse tipo de acessibilidade, alargar as entradas e os espaços interiores dos locais onde não foi, sequer possível, uma cadeira de rodas se deslocar lá dentro o que dificulta imenso a movimentação e deslocação do indivíduo.
Concluindo, Sabóia não é uma aldeia que esteja consciente das necessidades que as pessoas com mobilidade reduzida apresentam e é mandatório melhorar as instalações públicas e de uso comum. Deve ser tratado de forma igual o que é igual e de forma desigual o que é desigual, é fundamental respeitar o direito da igualdade.
Trabalho realizado por: Afonso Cheta n.º1 / Gabriel Coelho n.º4 / Simão Dias n.º9